• Luciana Rita

Nnamo, donne!

Atualizado: Jan 20

“Vamos, mulheres”  é o chamado às compras em dialeto romanesco. Na ocasião, estava em Roma passeando pelo mercado de Porta Portese. É incrível como, no mundo ocidental pelo menos, somos constantemente bombardeadas por propagandas que tentam nos vender produtos, estilos de vida estandardizados.  


Segundo o censo de 2010, somos mais da metade da população brasileira. Já de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2015, 40% das famílias em nosso país eram chefiadas por mulheres muitas vezes sem um companheiro. Apesar desses números, o Ipea ainda afirma que, no que se refere ao mercado de trabalho, as mulheres dificilmente ultrapassam o teto de 55% de participação. Nesse ranking, homens brancos estão à frente, enquanto mulheres negras permanecem na base.


O grande paradoxo é que, se por um lado somos vistas como compradoras poderosas, nossa imagem homogeneizada é constantemente usada para vender produtos dos mais variados: podemos vê-la em propagandas para vender produtos propriamente femininos e também nas mais disparatadas campanhas de cerveja e carros.


A pressão desse padrão vem sendo amenizada com o esforço de grupos e marcas em mostrar a diversidade. Há uma força latente que rasga essa dinâmica perversa que tenta apagar a diversidade. Diversidade essa que todas as consideradas “minorias” querem ver bem representada.


Nós Moiras vamos dar voz às produções feitas por mulheres de diferentes épocas. Estamos sedentas por representatividade e feminismos. O apelo que fazemos é de união...

VAMOS, MULHERES!

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